23/03/08

Mornas são as noites... em Cabo Verde

Noites de Cabo Verde: apontamento fotográfico sobre o ambiente musical do Mindelo

Bius e o seu agrupamento Tradisson & Morabeza: Jorge Humberto, Poeta d' Mindel

Luxa e seus acompanhantes

18/03/08

Bibliografia. Referências

João Sarmento e José Ramiro Pimenta (coord.; 2007) Geografias pós-coloniais. Ensaios de Geografia Cultural. Livraria Editora Figueirinhas, Porto.

06/03/08

Cabo Verde revisitado: introdução

Faz uma semana que Mayra Andrade esteve em Coimbra recriando as sonoridade duma terra e dum povo impregnado dum encamento que a sua voz engrandece. Momento vibrante, a exemplo do que tive oportunidade de viver no Mindeloem 2005. Que melhor introdução ao périplo se vamos iniciar?











24/02/08

VI.4. Artes

VI.3. Música

VI.1. Cultura popular: artesanato; tradições

Morna: abordagem poética

Morna de despedida

Hora de bai,
Hora de dor,
Ja'n q'ré

Pa el ca manché!
De cada bêz
Qu 'n ta lembrá,
Ma'n q'ré
Ficâ 'n morrê!

Hora de bai,
Hora de dor,
Amor,
Deixa'n chorá!
Corpo catibo,
Bá bo que é escrabo!
Ó alma bibo,
Quem que al lebado?

Se bem é doce,
Bai é magoado;
Mas, se ca bado,
Ca ta birado!
Se no morrê
Na despedida,
Nhor Des na volta
Ta dano bida.

Dixam chorá
Destino de home:
Es dor
Que ca tem nome:
Dor de crecheu,´
Dor de sodade
De alguem
Que'n q´ré, que q'rem...

Dixam chorá
Destino de home,
Oh Dor
Que ca tem nome!
Sofri na vista
Se tem certeza,
Morrê na ausência,
Na bo tristeza!


Morna de despedida (Tradução: Manuel Ferreira)

Hora de partida,
Hora de dor
É meu desejo
Que ela não amanheça [não chegue a hora]
De cada vez
Que a lembro
Prefiro
Ficar e morrer.

Hora da partida
Hora de dor!
Amor.
Deixa-me chorar
Corpo cativo
Vai tu que és escravo
Oh alma viva
Quem te há-de levar?

Se a chegada é doce
A partida é amarga
Mas se não partir [mas quem não aprte]
Não se regressa [não regressa]
Se morrermos na despedida
Deus no regresso
Dar-nos-à a vida.

Deixa-me chorar
O destino do homem
Oh dor
Que não tem nome:
Dor de amor
Dor de saudade
De alguém
Que eu quero, que me quer...

Deixa-me chorar
O destino do homem
Oh dor
Que não tem nome!
Sofrer junto de ti
Sem ter uma certeza
Morrer na ausência
Com a tua tristeza.

Eugénio Tavares, Mornas - canções crioulas, 1932
Morna
É já saudade a vela, além.
Serena, a música esvoaça
na tarde calma, plúmbea, baça,
onde a tristeza se contém.
Os pares deslizam embrulhados
de sonhos em dobras infindáveis.
(Ó deuses lúbricos, ousáveis
erguer, então, na tarde morta
a eterna ronda de pecados
que ia bater de porta em porta!)
E ao ritmo túmido do canto
na solidão rubra da messe
deixo correr o sal e o pranto
- subtil e magoado encanto
que o rosto núbil me envelhece.
Daniel Filipe, A ilha e a solidão, 1957
A Morna
Canto que evoca
coisas distantes
que só existem
além
do pensamento,
e deixam vagos instantes
de nostalgia
num impreciso tormento
dentro
das almas...
Morna
desassogo,
voz
da nossa gente
reflexo subconsciente
em nós
das vagas ao longo das praias;
das aragens
que trazem um sorriso bom
às equipagens
dos barquinhos à vela
e flexibilidades graciosas
às folhagens
do milheiral,
musicando rapsódias em surdina
nos tectos das casas pobres...
Jorge Barbosa, Arquipélago, 1935
VII
E a morna
morna, bole,
mole,
já velha, sem ser antiga,
num compasso de cantiga
sexual.
: Reminiscência dum fado
que, dançado
num maxixe,
tem a tristeza postiça dum cansaço.
: Um semi-civilizado
lasso
balanço
embalado
sobre o ventre dum fetiche.
António Pedro, Diário, 1929
Partida (Morna di B. Leza)
Ora....Ora di baie
ora di sentimentu
Ora di bai e tristi
e ora di sentimentu..
Ami si pa N dixa Djar Fogu
Má N kre dixâ mundu interu
Ma N kre dixâ mundu ku dor
Sen paz, sen dizafogu.
Si tudu gentisa
beba nes mundu
Amá sufre amá senti,
Ka ta sintiba nes mundu
Es tristi palavra... parti!.
Ora.... Ora di bai
e ora di sentimentu
Ora di bai e tristi
e ora di sentimentu.
Partida e dor amá tristeza
Ken inventa’l ka tenba amor.
Partida e dor na nos petu
di ken ki nu dixa ku dorem.

As ilhas. Aguinaldo Fonseca

As ilhas
por quererem ser navios
ficaram naufragadas
entre mar e céu.
Aguinaldo Fonseca, Herança in Claridade, nº 8, 1958.

23/02/08

CV: Pobreza

International Monetary Fund (2005), Cape Verde: Poverty Reduction Strategy Paper.
(http://www.ipad.mne.gov.pt/images/stories/CaboVerde/PRSP%20_FMI_%2022ABR05.pdf)

Poverty Reduction Strategy Papers (PRSPs) are prepared by member countries in broad consultation with stakeholders and development partners, including the staffs of the World Bank and the IMF.
Updated every three years with annual progress reports, they describe the country’s macroeconomic, structural, and social policies in support of growth and poverty reduction, as well as associated external financing needs and major sources of financing. This country document for Cape Verde, dated September 2004, is being made available on the IMF website by agreement with the member country as a service to users of the IMF website.

Cooperação

Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento: http://www.ipad.mne.gov.pt/
A Cooperação Portugal – Cabo Verde para o período 2005-2007:
http://www.ipad.mne.gov.pt/images/stories/Publicacoes/PIC2005-2007CBV.pdf
I. A Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento
II. Antecedentes da Cooperação Portugal – Cabo Verde
III. A Situação Política, Económica e Social e os Desafios de Financiamento do Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde
IV. A Estratégia Cabo-Verdiana de Crescimento e de Redução da Pobreza
V. A Cooperação Portugal – Cabo Verde para o período 2005-2007
Câmara de Comérc io Indústria e Turismo Portugal-Cabo Verde:

Literatura. Manuel Lopes

Manuel Lopes nasceu em São Vicente, em 1907. A obra de Manuel Lopes estende-se pelo romance, conto e ensaio.
Chuva Braba, foi o seu primeiro romance, datado de 1956, que recebeu o Prémio Fernão Mendes Pinto, tendo igualmente recebido, em 1959, o Prémio Meio Milénio do Achamento das Ilhas de Cabo Verde com o romance Os Flagelos do Vento Leste, posteriormente adaptado ao cinema e no mesmo ano novamente o Prémio Fernão Mendes Pinto com a obra O Galo Que Cantou na Baía (e outros contos cabo–verdianos).
Manuel Lopes é um dos escritores mais conhecidos de Cabo Verde, utiliza nas suas obras expressões em crioulo, embora escreva os seus textos em português. A sua obra estende-se pela poesia, ensaio, romance e conto, dedicando-se também à pintura.
Colaborou com produções suas em diversas publicações, nomeadamente Claridade, Atlântico, Notícias de Cabo Verde, Renascimento, entre outras. Foi co-fundador da revista Claridade, em 1936. Encontra-se também representado em diversas antologias.

Obra
Ficção
Chuva Braba, 1956; Publicada em Cuba (1989), tradução de
Rodolfo Alpízar Castillo
O Galo Que Cantou na Baía (e outros contos cabo–verdianos), 1959
Os Flagelados do Vento Leste, 1959
Poesia
Poema de Quem Ficou, 1949
Crioulo e Outros Poemas, 1964
Prosa
Monografia Descritiva Regional, 1932
Paúl, 1932
Os Meios Pequenos e a Cultura, 1951
Reflexões Sobre a Literatura Cabo-Verdiana, 1959
As Personagens de Ficção e Seus Rodelos, 1973
Ver ainda:

Mayra Andrade . Coimbra

Mayra: A Morna, o Funana, a Coladeira e o Batuque com um toque Jazzy único!




Espectáculo baseado no álbum de estreia "Navega", considerado pela critica um dos melhores de 2006, Mayra Andrade apresenta-se em quinteto acompanhada de grandes músicos.
Militante da cultura cabo-verdiana, no palco Mayra Andrade impõe o seu próprio estilo – aos tradicionais ritmos da morna, coladeiras, funaná e do batuque, acrescenta influências do jazz e da música brasileira.Com a sua voz grave, sensual e espantosamente afinada, Mayra Andrade promete uma noite de ritmos quentes inesquecível.
“Não há um tema a que a sua voz não transmita um misto fascinante de vibração e maturidade, de energia, sensualidade e espantosa afinação” (João Gobern, Sábado)
“Tem uma capacidade notável de harmonizar os ritmos de Cabo Verde com sugestões da música sul-americana e europeia. A sua voz é extremamente bonita, clara, terna, matinal” (Eduardo Prado Coelho, Público)

18/02/08

Fotografia: Cidade Velha


Cabo Verde: Geografia

“Quem, viajando por mar ou por ar se aproxima do arquipélago de Cabo Verde defronta-se com uma sucessão de ilhas onde a marca exterior é uma aridez confinante com a mais viva agressividade. Montanhas agrestes emergem do Oceano num emaranhado de montes e vales, vales na generalidade secos e montes que por vezes apresentam pequena manchas verdes nos seus flancos lá onde os bancos de nuvens tocando o solo – humedecendo-o sem o molhar – facilitam o ciclo vegetativo de certas espécies mesmo que a chuva tão avara como desejada insista em primar pela ausência ou por uma desconcertante exiguidade.
Destas ilhas, três – Sal, Boavista e Maio – mais velhas reportando a sua emersão a tempos geológicos mais recuados, apresentam-se quase planificadas atestando de caminho a força niveladora dos agentes modeladores.
Uma – o Fogo – exibe-nos na beleza portentosa do seu aparelho vulcânico um dos mais majestosos espectáculos que a Natureza pode exibir – espectáculo de força e grandiosidade ante o qual o tão reclamado Vesúvio parece um fenómeno natural de 3ª plano.
Outras – S. Vicente, S. Nicolau, Santiago, Santa Luzia, Santo Antão –, ocupam a posição intermédia entre o jovem e brutal relevo de Fogo e as quase planas ilhas orientais oferecendo os mais chocantes contrastes.
Lá ao fundo para sul como que envergonhada da sua pequenez a ilha Brava parece aí colocada para contrastar com a brutalidade plutónica do Fogo.
Se esse viajante prossegue seu caminho sem se deter ficará sem se aperceber que por detrás daqueles montes escalvados há vales cuja verdura contrasta deliciosamente com a agrura vigorosa e amachucante da periferia.
Ele ficará ignorando que naquelas pequenas povoações que viu de longe (pequenas cidades de aspecto pobre, pequenas vilas ou aldeias em extrema decadência algumas, (outras tentando progredir), vive, labuta um povo que constitui uma das mais estranhas e curiosas experiências humanas de todos os tempos.
O homem havia de vir pelas caravelas portuguesas veiculadas pela energia do mesmo alisado de Nordeste servindo a maior epopeia de todos os tempos – o espantoso empreendimento dos descobrimentos portugueses.
Outros homens viriam mais tarde trazidos pelos primeiros. Mas estes vinham agora do continente negro e ao contraste das configurações oferecidas pelo meio físico juntava-se o contraste do aspecto físico dos homens oriundos de dois continente servidos por duas raças.
É então que começa a maior experiência “laboratorial” executada com matéria prima humana: brancos e negros vão fundir-se na mais positiva coexistência harmónica para dar lugar, séculos depois a um povo novo – o crioulo cabo-verdiano."

Maria Luísa Ferro Ribeiro (1961). A Ilha de Santiago.
Contribuição para o estudo de uma fenomenologia sócio-económica,
Tese de licenciatura em Geografia, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Geografia literária (2) - Poesia: Condição de Ilhéu (Daniel Filipe)

Condição de Ilhéu

Cerro os olhos e observo a paisagem interior:
cumes, rios, valados, desenham-se no espaço,
contornados a dor,
com certezas de régua e de compasso.

Um potro alado acena um adeus necessário.
Uma flor abre em leque a corola macia
e perfuma de pranto o horto imaginário,
onde invento sozinho outra geografia.

Abro os olhos e nada já relembra a paisagem,
tão real e concreta no momento anterior.
Cumes, rios, valados - a sedenta miragem,
que humaniza o deserto em que sou potro e flor.

Daniel Filipe. Pátria, lugar de exílio, Presença (2ªed, 1976:56).

17/02/08

Musica: Maria de Barros


[Afro-beat / Acoustic / Latin; "Come with me to Cabo Verde" Brava, Cape Verde]:


Mayra: a musica e as ilhas


Mayra Andrade, "Uma nova voz, uma nova via para a música de Cabo Verde". Em Portugal entre 22 de Fevereiro e 3 de Março. Estará a 29 de Fevereiro em Coimbra. Uma breve introdução ao universo da sua arte: http://www.myspace.com/mayraandrade; http://www.mayra-andrade.com/.

Podemos tirar o escritor da aldeia, mas ninguèm tira a aldeia do escritor", escreveu-se na Actual (Expresso, 16 de Fevereiro, 2008) a propósito de José Luis Peixoto, das suas origens, das reminiscências de Galveias (Ponte de Sor). Como impossível será retirar a música, o mar ou a sodade do imaginário caboverdiano. E a morabeza, claro!


Há mais Mayras na terra: "Maíra e Micura nasceram paridos como gente no meio dos mariuns. Maíra era muito inocente, brincava com os meninos, ali na aldeia, como um menino qualquer. Fazia prodígios sem querer, porque não conhecia sua força. Quando ficava zangado e dizia ao companheirinho: suma daqui! Ele sumia mesmo, desaparecia. Se numa brincadeira de bicho maíra dizia: eu sou cutia, virava ali, na hora, uma cutia. os meninos já pediam: Vamos brincar de tamanduá? E Maíra se transformava num tamanduá alegre e falador, ali diante de todos. Mas lá dentro permanecia ele mesmo, porque depois voltava ao natural. Os mais velhos, percebendo isso, começaram a ter medo" (Darcy Ribeiro, Maíra,1982. Dom Quixote: 143).

Geografia literária (2) - Poesia: Cais (Manuel Lopes)

Cais

Nunca parti deste cais
e tenho o mundo na mão!
para mim nunca é demais
reponder sim
cinquenta vezes a cada não.

Por cada barco que me negou
cinquenta partem por mim
e o mar plano e o céu azul sempre que vou!

Mundo pequeno para quem ficou...

Manuel Lopes. Poema de quem ficou, 1949.

A Literatura Cabo-verdiana

A Literatura Cabo-verdiana
Cabo Verde tem uma significativa riqueza, tanto da oralidade, como da literatura escrita. A literatura escrita sempre existiu, um pouco esparsamente, de umas letras cultivadas por cabo-verdianos em livros e periódicos, não se podendo falar até aos finais do século XIX numa literatura escrita cabo-verdiana.
Vários são os estudos que abordam a literatura cabo-verdiana a partir dos Nativistas, entre o fim do século XIX e o começo do século XX, altura em que pontificaram escritores e intelectuais como Eugénio Tavares, José Lopes, Juvenal Cabral, Dantas dos Reis, António de Paula Brito, José Loff de Vasconcelos, Pedro Cardoso e Pedro Duarte Fonseca, entre outros.
A publicação do romance O Escravo, de José Evaristo de Almeida, talvez seja o marco inicial da ficção cabo-verdiana. Entretanto, a Claridade é o marco mais importante da literatura de Cabo Verde. Ainda dentro da literatura cabo-verdiana vale conhecer as gerações da ruptura com a temática dos claridosos: os nacionalistas e os novíssimos.
A Oralidade
As tradições orais estão eivadas da poesia, dos contos, adivinhas e adágios populares. Prova disso são os Contos de Lobo e Chibinho, a karkutisan e Rodriga da ilha do Fogo e o Batuque e Finaçon da ilha de Santiago, entre diversas manifestações de oratura por todas as ilhas.
A oratura cabo-verdiana parece ter sintetizado o cancioneiro popular português e o Griot africano, retratando, nos seus dizeres, aspectos sociais, económicos, culturais e políticos das ilhas.
A Claridade
A partir do movimento Claridade nasce a modernidade das letras cabo-verdianas, estando a visão telúrica e realista sobre Cabo Verde no centro da produção intelectual. A revista e o movimento que daí surgiu foram fundados por Baltasar Lopes da Silva, Jorge Barbosa e Manuel Lopes.
Mas podem ser considerados claridosos em lactu senso escritores e intelectuais como José Lopes, Januário Leite, Félix Monteiro, António Aurélio Gonçalves, Gabriel Mariano, Jaime de Figueiredo, Pedro Corsino de Azevedo, António Nunes, Henrique Teixeira de Sousa, Jorge Pedro Barbosa, Orlanda Amarilis, Guilherme Rochetau, Virgílio Pires, Artur Vieira, Viriato Gonçalves e Arnaldo França, entre outros, que também participaram na Revista Certeza e no Boletim dos Estudantes do Liceu Gil Eanes, criados também em São Vicente.
A maior parte dos analistas literários tende a dividir a trajectória cabo-verdiana em três grandes períodos: Pré Claridosa (onde estariam os Nativistas e alguns outros), a Claridosa (em torno da Revista Claridade, publicada em 1936) e a Pós Claridosa (de 1960 ao Presente).
A gerações de ruptura
Não foram poucos os escritores que se afirmaram como a geração dos nacionalistas, alinhados numa ruptura temática com a Claridade, pelo que se poderão perfilar Onésimo Silveira, Mário Fonseca, Arménio Vieira, Oswaldo Osório, Kwame Kondé, Kaoberdiano Dambará, Donaldo Macedo, Manuel Duarte, Amílcal Cabral, Corsino Fortes e Ovídio Martins.
Outra nota vai para o surgimento dos Novíssimos da Literatura Cabo-verdiana, em 1986, sobretudo aqueles em torno do Movimento Pró-Cultura, reivindicando uma quebra de paradigma Claridosa, em prol de uma escrita que não tem esse movimento por referência.
Do rol dos novos escritores, uns mais novos do que outros, destacam-se Jorge Carlos Fonseca, João Vario, Vera Duarte, Dina Salústio, Germano Almeida, Leão Lopes, Fátima Bettencourt, David Hopffer Almada, Fernando Monteiro, José Luís Hopffer Almada, José Vicente Lopes, Mário Lúcio Sousa, Filinto Elísio, Daniel Spínola, Jorge Tolentino, Kaká Barbosa, Manuel Veiga, Tomé Varela da Silva, Ondina Ferreira, Mário Matos e José Luís Tavares.
(in Portal di nos ilha: morabeza e qualidade;
http://portoncv.gov.cv:7778/portal/page?_pageid=118,188596&_dad=portal&_schema=PORTAL&p_dominio=28&p_menu=12&p_item=64)
Referências
Livro di Téra. Folhas escritas com Cabo Verde:Littérature orale et écrite des îliens:Index de la base de données de littératures îliennes
Cape Verdean literature. Contact: badiu: http://www.tabanka.no/cvbokomplett.doc

10/02/08