17/02/08

Mayra: a musica e as ilhas


Mayra Andrade, "Uma nova voz, uma nova via para a música de Cabo Verde". Em Portugal entre 22 de Fevereiro e 3 de Março. Estará a 29 de Fevereiro em Coimbra. Uma breve introdução ao universo da sua arte: http://www.myspace.com/mayraandrade; http://www.mayra-andrade.com/.

Podemos tirar o escritor da aldeia, mas ninguèm tira a aldeia do escritor", escreveu-se na Actual (Expresso, 16 de Fevereiro, 2008) a propósito de José Luis Peixoto, das suas origens, das reminiscências de Galveias (Ponte de Sor). Como impossível será retirar a música, o mar ou a sodade do imaginário caboverdiano. E a morabeza, claro!


Há mais Mayras na terra: "Maíra e Micura nasceram paridos como gente no meio dos mariuns. Maíra era muito inocente, brincava com os meninos, ali na aldeia, como um menino qualquer. Fazia prodígios sem querer, porque não conhecia sua força. Quando ficava zangado e dizia ao companheirinho: suma daqui! Ele sumia mesmo, desaparecia. Se numa brincadeira de bicho maíra dizia: eu sou cutia, virava ali, na hora, uma cutia. os meninos já pediam: Vamos brincar de tamanduá? E Maíra se transformava num tamanduá alegre e falador, ali diante de todos. Mas lá dentro permanecia ele mesmo, porque depois voltava ao natural. Os mais velhos, percebendo isso, começaram a ter medo" (Darcy Ribeiro, Maíra,1982. Dom Quixote: 143).

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